a ilha que nunca existiu










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pesquisa na ilha





India Song

Marguerite Duras, 1975

Clarissa Vaughn: I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then.


Stephen Daldry, "The Hours"

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ontem senti a Terra tremer.
julguei que o prédio onde estava ía cair mas mesmo assim
não percebi logo o que se estava a passar.

nunca a tinha sentido assim antes. as coisas mexiam como
se fossem feitas de ar.


porque era ela que mexia.

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je voyait de l'or - et ne pus boire










Loin des oiseaux, des troupeaux, des villageoises,

Que buvais-je, à genoux dans cette bruyère

Entouré de tendres bois de noisetiers,

Dans un brouillard d'après-midi tiède et vert?

Que pouvais-je boire dans cette jeune Oise,

Ormeaux sans voix, gazon sans fleurs, ciel couvert

Boire à ces gourdes jaunes, loin de ma case

Chérie? Quelque liqueur d'or qui fait suer.

Je fesais une louche enseigne d'auberge.

- Un orage vint chasser le ciel. Au soir

L'eau des bois se perdait sur les sables vierges,

Le vent de Dieu jetait des glaçons aux mares;

Pleurant, je voyait de l'or - et ne pus boire.


Arthur Rimbaud


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começa 5ª feira!

Island Blues



Hello my love
It's getting cold on this island
I'm sad alone
I'm so sad on my own
The truth is
We were much too young
Now I'm looking for you
Or anyone like you

We said goodbye
With the smile on our faces
Now you're alone
You're so sad on your own
The truth is
We run out of time
Now you’re looking for me
Or anyone like me

Hello my love
It's getting cold on this island
I'm sad alone
I'm so sad on my own
The truth is
We were much too young
Now I'm looking for you
Or anyone like you

Koop

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se eu fosse um homem



















Foto: Jemima Stehli, Table


Estávamos a chegar ao fim da negociação. A proposta tinha sido bem recebida e o valor estava acordado. Começou então a conversa de circunstância, a crise, as fábricas a fechar, os pequenos, os grandes, a injustiça do capitalismo. Falava com a imponência de quem poderia e saberia governar melhor o país, apontando com justeza e pretensão todos os erros do sistema e anunciando a enorme precisão na sua análise. Ao comparar o Norte e o Sul do país disse, imbuído deste mesmo fervor, que no Sul uma mulher, naquelas funções, ganharia cerca de quinhentos, quinhentos e cinquenta euros e um homem, nas mesmas funções, cerca de oitocentos, oitocentos e sessenta euros. Já no Norte, o ordenado rondaria apenas os quatrocentos euros, menos que o ordenado mínimo. Continuou a seguir o seu raciocínio, por isso é que muitos imigram, por isso é que temos de fazer estes preços.
Olhei-o sempre nos olhos. Não vi neles a menor agitação, o menor pudor, a menor tremura ou suavidade enquanto me dizia com toda a naturalidade que o valor do trabalho de uma mulher é inferior ao de um homem. Isso estava implícito, era inquestionável, o status quo do mundo empresarial. Uma mulher que faça o mesmo trabalho de um homem, não ganha o mesmo que um homem.
Saí de lá a tentar sentir o que sentira tantas outras vezes, na altura em que descobria o mundo pela primeira vez. Mas tinha sido há tanto tempo. E no entanto, o mundo não tinha mudado. Tentei sentir revolta, tristeza, procurei inquietude para reagir. Alinhei mentalmente a frase: «E estamos nós no século XXI. Século XXI.». Também procurei entender que talvez fosse um trabalho diferente, talvez o trabalho do homem implicasse riscos adicionais. Mas não. Ele tinha dito textualmente que eram as mesmas funções. E que tradicionalmente, as mulheres eram chamadas para aquele trabalho. Para aquele eram chamadas, eram escolhidas. Mas apenas um homem se poderia tornar responsável pela equipa e portanto apenas um homem poderia atingir um ordenado fora da média.
Tudo isto era tão absurdo que apenas consegui continuar a repetir «século XXI» ao longo da viagem. O que fazer quando tudo é silêncio?

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Abrantes, Outubro de 2009

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White Chalk, P.J. Harvey

caros leitores:

















A Associação Materiais Diversos e o TorresForum/Wiva convida-o para a apresentação do Festival Materiais Diversos que irá decorrer de
19 e 29 de Novembro em Alcanena, Minde e Torres Novas.

Sob a direcção artística do coreógrafo Tiago Guedes, trata-se de um festival de arte contemporânea com uma forte dimensão internacional e integrado no Ano Europeu da Criatividade e Inovação, que conta com apresentações de artistas regionais, nacionais e internacionais, emergentes e consagrados.

17 projectos | Dança, teatro, música, performance | Workshops | Conferências | Conversas | Encontros
profissionais | Política cultural

Dia 24 de Outubro às 16h no TorresForum em Torres Novas.







Estrutura em residência na ZDB. Membro da REDE—Associação de
estruturas para a danç
a contemporânea.

www.materiaisdiversos.com
festival@materiaisdiversos.com
+351 21 346 62 95



Apoio:



Financiamento:





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amo devagar os amigos que são tristes
com cinco dedos de cada lado.
os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.

não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.

temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
de paixão.



Herberto Helder




Ouvrage de aforestdesign, 10 de Outubro de 2009 na ModaLisboa.

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estórias de lobos e florestas



























Os lobos vivem no imaginário da maior parte das crianças como criaturas temíveis que as atacam ou devoram. As histórias, muitas vezes provenientes de contos folclóricos e das várias mitologias criadas e adaptadas por Charles Perrault, Sergei Prokofiev, Hans Christian Andersen ou Grimm, usam o lobo como símbolo dos vários perigos a temer e da moral a seguir.

O «lobo mau» simboliza o medo da escuridão e do desconhecido, criados num espaço e tempo em que tanto os lobos como a vida selvagem eram tidos como inimigos da humanidade.
No entanto, outras civilizações como os índios americanos, os Russos, os Japoneses e alguns povos de Leste, respeitam os lobos pela sua coragem e agilidade para caçar.
Deuses ou heróis, os lobos assumem assim um poder quase sempre relacionado com a natureza e com o seu equilíbrio.

A aforestdesign entra neste universo, para criar uma colecção de peças em crochet e jersey de algodão que evocam o culto do lobo e do universo místico que o rodeia, não podendo deixar de fora a tão misteriosa floresta.

Sara Lamúrias


Modalisboa | Estoril
10 OUTUBRO 2009
CIDADELA DE CASCAIS
VERÃO / SUMMER 2010
www.modalisboa.pt


contem com surpresas...

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