a ilha que nunca existiu










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pesquisa na ilha





começa 5ª feira!

Island Blues



Hello my love
It's getting cold on this island
I'm sad alone
I'm so sad on my own
The truth is
We were much too young
Now I'm looking for you
Or anyone like you

We said goodbye
With the smile on our faces
Now you're alone
You're so sad on your own
The truth is
We run out of time
Now you’re looking for me
Or anyone like me

Hello my love
It's getting cold on this island
I'm sad alone
I'm so sad on my own
The truth is
We were much too young
Now I'm looking for you
Or anyone like you

Koop

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se eu fosse um homem



















Foto: Jemima Stehli, Table


Estávamos a chegar ao fim da negociação. A proposta tinha sido bem recebida e o valor estava acordado. Começou então a conversa de circunstância, a crise, as fábricas a fechar, os pequenos, os grandes, a injustiça do capitalismo. Falava com a imponência de quem poderia e saberia governar melhor o país, apontando com justeza e pretensão todos os erros do sistema e anunciando a enorme precisão na sua análise. Ao comparar o Norte e o Sul do país disse, imbuído deste mesmo fervor, que no Sul uma mulher, naquelas funções, ganharia cerca de quinhentos, quinhentos e cinquenta euros e um homem, nas mesmas funções, cerca de oitocentos, oitocentos e sessenta euros. Já no Norte, o ordenado rondaria apenas os quatrocentos euros, menos que o ordenado mínimo. Continuou a seguir o seu raciocínio, por isso é que muitos imigram, por isso é que temos de fazer estes preços.
Olhei-o sempre nos olhos. Não vi neles a menor agitação, o menor pudor, a menor tremura ou suavidade enquanto me dizia com toda a naturalidade que o valor do trabalho de uma mulher é inferior ao de um homem. Isso estava implícito, era inquestionável, o status quo do mundo empresarial. Uma mulher que faça o mesmo trabalho de um homem, não ganha o mesmo que um homem.
Saí de lá a tentar sentir o que sentira tantas outras vezes, na altura em que descobria o mundo pela primeira vez. Mas tinha sido há tanto tempo. E no entanto, o mundo não tinha mudado. Tentei sentir revolta, tristeza, procurei inquietude para reagir. Alinhei mentalmente a frase: «E estamos nós no século XXI. Século XXI.». Também procurei entender que talvez fosse um trabalho diferente, talvez o trabalho do homem implicasse riscos adicionais. Mas não. Ele tinha dito textualmente que eram as mesmas funções. E que tradicionalmente, as mulheres eram chamadas para aquele trabalho. Para aquele eram chamadas, eram escolhidas. Mas apenas um homem se poderia tornar responsável pela equipa e portanto apenas um homem poderia atingir um ordenado fora da média.
Tudo isto era tão absurdo que apenas consegui continuar a repetir «século XXI» ao longo da viagem. O que fazer quando tudo é silêncio?

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Abrantes, Outubro de 2009

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White Chalk, P.J. Harvey

caros leitores:

















A Associação Materiais Diversos e o TorresForum/Wiva convida-o para a apresentação do Festival Materiais Diversos que irá decorrer de
19 e 29 de Novembro em Alcanena, Minde e Torres Novas.

Sob a direcção artística do coreógrafo Tiago Guedes, trata-se de um festival de arte contemporânea com uma forte dimensão internacional e integrado no Ano Europeu da Criatividade e Inovação, que conta com apresentações de artistas regionais, nacionais e internacionais, emergentes e consagrados.

17 projectos | Dança, teatro, música, performance | Workshops | Conferências | Conversas | Encontros
profissionais | Política cultural

Dia 24 de Outubro às 16h no TorresForum em Torres Novas.







Estrutura em residência na ZDB. Membro da REDE—Associação de
estruturas para a danç
a contemporânea.

www.materiaisdiversos.com
festival@materiaisdiversos.com
+351 21 346 62 95



Apoio:



Financiamento:





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amo devagar os amigos que são tristes
com cinco dedos de cada lado.
os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.

não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.

temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
de paixão.



Herberto Helder




Ouvrage de aforestdesign, 10 de Outubro de 2009 na ModaLisboa.

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estórias de lobos e florestas



























Os lobos vivem no imaginário da maior parte das crianças como criaturas temíveis que as atacam ou devoram. As histórias, muitas vezes provenientes de contos folclóricos e das várias mitologias criadas e adaptadas por Charles Perrault, Sergei Prokofiev, Hans Christian Andersen ou Grimm, usam o lobo como símbolo dos vários perigos a temer e da moral a seguir.

O «lobo mau» simboliza o medo da escuridão e do desconhecido, criados num espaço e tempo em que tanto os lobos como a vida selvagem eram tidos como inimigos da humanidade.
No entanto, outras civilizações como os índios americanos, os Russos, os Japoneses e alguns povos de Leste, respeitam os lobos pela sua coragem e agilidade para caçar.
Deuses ou heróis, os lobos assumem assim um poder quase sempre relacionado com a natureza e com o seu equilíbrio.

A aforestdesign entra neste universo, para criar uma colecção de peças em crochet e jersey de algodão que evocam o culto do lobo e do universo místico que o rodeia, não podendo deixar de fora a tão misteriosa floresta.

Sara Lamúrias


Modalisboa | Estoril
10 OUTUBRO 2009
CIDADELA DE CASCAIS
VERÃO / SUMMER 2010
www.modalisboa.pt


contem com surpresas...

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sociedades de ratos*

A Noite dos Investigadores - Researchers' Night - é um evento promovido pela Comissão Europeia desde 2005 com o objectivo de aproximar os investigadores do público em geral.
Acontece tradicionalmente em toda a Europa na 4ª sexta-feira do mês de Setembro, por isso, este ano o evento tem data marcada para o dia 25 de Setembro.

Em Portugal, Cientistas ao Palco é um dos projectos portugueses seleccionado pela Comissão Europeia para a Noite dos Investigadores deste ano. De Norte a Sul do país, em Lisboa, Porto, Coimbra e Olhão os próprios cientistas vão subir ao palco para interpretarem várias performances produzidas para o evento.
Mostrar ao público em geral o que é isso de se ser cientista através do teatro e das artes visuais é o que se prepara para fazer o Cientistas ao Palco.

Para mais informações podem consultar Cientistas ao Palco ou ler as sinopses dos espectáculos em anexo.

Locais onde se vai realizar:
Porto - Reitoria da U.Porto – Praça dos Leões;
Coimbra - Museu da Ciência - Laboratorio Chimico;
Lisboa - Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian ;
Olhão - Centro Comercial Ria Shopping.


Programa para Lisboa:

ONDE | Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian

QUANDO | 14h00 - 0h30, 25/SETEMBRO

TEATRO | Anfiteatro ao ar livre

Ao longo de 6 meses, investigadores de várias áreas dirigidos por actores profissionais criaram e ensaiaram peças sobre a sua vida, o seu trabalho e a sua perspectiva sobre o mundo. Através do gesto, interpelando o público ou usando o humor, os investigadores fazem aqui a sua estreia no palco.

18h00 | Laboratório de Teatro do Movimento | Uma expressão das Emoções | M/4

Deambulatório de criaturas grotescas e misteriosas inspiradas pelo universo dos laboratórios científicos e pela obra de Charles Darwin “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”.

Ficha técnica | Interpretação/Criação: Ana Almeida, Ana Salomé, Ana Sofia Morgado, Filipa Moraes, Filipa Santana, Joana Graça, Joana Maia, Margarida Trindade, Maria João Oliveira, Marta Agostinho, Patrícia Pina, Paulo Cartaxana e Rita Fouto | Dramaturgia e Encenação: Catarina Santana e Cláudia Andrade | Concepção Plástica: Ana Taipas | Assistência à Concepção Plástica: Rui Dinis (audiovisuais) e Susana Vicente | Coordenação: Catarina Santana

21h00 | Laboratório de Teatro do Movimento | O nascimento do Homem | M/4

Do Big bang à dupla hélice, do paraíso à explosão da vida! Uma dança dos corpos que são água, que se acendem, se expandem, matam e amam revelando-nos as suas histórias… e a nossa também.

Ficha técnica | Interpretação/Criação: Ana Almeida, Ana Salomé, Ana Sofia Morgado, Filipa Moraes, Filipa Santana, Joana Graça, Joana Maia, Margarida Trindade, Maria João Oliveira, Marta Agostinho, Patrícia Pina, Paulo Cartaxana e Rita Fouto | Dramaturgia e Encenação: Catarina Santana e Cláudia Andrade | Concepção Plástica: Ana Taipas | Assistência à Concepção Plástica: Rui Dinis (audiovisuais) e Susana Vicente | Coordenação: Catarina Santana

21h15 | Teatro-Fórum | De que falamos quando falamos de cientistas? - Um espectáculo de teatro | 1h15 min | M/12

A vida dos cientistas tal como ela é: como se começa a carreira de investigação, como é que se conjuga o trabalho com a família e amigos, ficar ou ir embora de Portugal, o que são os orientadores e o que fazer quando desorientam. O que são bolsas e empregos científicos? De que vivem, o que querem, de onde vêem e para onde vão?
Só vale a pena ser cientista se for para descobrir a cura definitiva do cancro, a vacina para o HIV ou ganhar o prémio Nobel?
Cientistas que se transformaram em actores para explicar tudo isto e mais, num espectáculo de teatro fórum que tenta responder à grande pergunta: Afinal, de que é que falamos quando falamos de cientistas?
O Teatro-Fórum é um género teatral que pede a actuação da plateia na discussão dos conflitos apresentados em palco: os espectadores transformam-se também em actores para ensaiarem possíveis resoluções ou novas formas de discutir as questões apresentadas.

Ficha técnica | Actores: Américo Duarte, Ana Castro, Ana Oliveira, Andrea Santos, Ângela Crespo, Catarina Francisco, Catarina Silva, Cláudia Andrade, Cláudia Gaspar, Leonor Alves, Mariline Justo, Sónia Negrão, Virgínia Marques | Autoria: David Marçal, Joana Lobo Antunes e Romeu Costa | Direcção: Joana Lobo Antunes e Romeu Costa | Encenação: Romeu Costa

23h00 | Laboratório Teatro do Movimento | A viagem fantástica - do fracasso ao sucesso ida e volta | M/4

Um dia na vida da Dr.ª K.: o percurso de uma cientista desde que sai de casa para o laboratório até aterrar na próxima conferência. Tudo o que sempre quis saber sobre os sonhos e os medos de uma mulher cientista, contado no feminino…

Ficha técnica | Interpretação/Criação: Ana Almeida, Ana Salomé, Ana Sofia Morgado, Filipa Moraes, Filipa Santana, Joana Graça, Joana Maia, Margarida Trindade, Maria João Oliveira, Marta Agostinho, Patrícia Pina, Paulo Cartaxana e Rita Fouto | Dramaturgia e Encenação: Catarina Santana e Cláudia Andrade | Concepção Plástica: Ana Taipas | Assistência à Concepção Plástica: Rui Dinis (audiovisuais) e Susana Vicente | Coordenação: Catarina Santana

23h15 | Cientistas de Pé | Stand Up Comedy com cientistas e sobre ciência | 1h | M/16

Sete cientistas das mais diversas áreas (excepto das que têm empregabilidade) fazem o espectáculo Cientistas de Pé. São abordados temas como o futebol, sexo, religião, o maior problema ambiental do mundo, mensagens para os extraterrestres, ciências leves, ciências duras e o papel dos homens na ciência (não necessariamente por esta ordem). A comicidade é assegurada por uma série de rigorosos testes realizados em laboratório, pelo que o público nem precisa de se preocupar em rir. A duração do espectáculo é cerca de 50 minutos (mais encores).

Ficha técnica | Actores: Bruno Pinto, Ivette Pacheco, Daniel Silva, João Damas, Sandra Mateus, Sofia Leite e Sofia Vaz | Direcção de Texto: David Marçal | Direcção de Actores: Romeu Costa

ACTIVIDADES

14h00 – 21h00 | ACTIVIDADES ‘MÃOS NA MASSA’
Experiências e demonstrações para todas as idades organizadas pelas entidades participantes: descubra como a ciência está presente à nossa volta e saiba o que fazem os investigadores.
Saiba mais

15h00 – 19h30 | SPEED-DATING COM CIENTISTAS
Em cinco minutos conheça um cientista, descubra o que investiga, porque o faz, o que já descobriu e o que mais gostaria de descobrir. Passado este tempo, é altura de conhecer um outro cientista.
Conheça os nossos speed-daters

16h00 | CAFÉ DE CIÊNCIA
Num ambiente descontraído, saiba mais sobre “Os tubarões, a pesca, as turistas e os amantes delas” com o investigador João Correia.

17h00 | DARWIN COMENTADO
Exibição dos documentários
Diagnosing Darwin e Evolution: Was Darwin Wrong do National Geographic Channel comentados por Thiago Carvalho, investigador e comissário adjunto da exposição de Darwin da FCG.

18h00 | CAFÉ DE CIÊNCIA
Numa viagem ao Pólo Sul, vamos falar de “Gelo quente. Da ciência polar às alterações climáticas” com o investigador Gonçalo Vieira.

20h00 | TERTÚLIA CIÊNCIA E EMPRESAS
A ciência também se faz em muitas empresas: conheça alguns dos seus protagonistas em Portugal.

22h00 | BAR DE CIÊNCIA
Uma amena conversa num ambiente informal com Maria Mota, investigadora na área da Malária.


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curiosidade























apetece-me ir ver isto.

não estivesse eu a 300 km de distância.

2666

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facebook

A propósito disto, Bhixma publica estas palavras no seu facebook,
que me apetece logo gravar.

Trouxe-as para aqui, não me quero esquecer delas.

Para lá da questão conjuntural da crise económica e financeira, deveria
haver uma reflexão séria sobre a deterioração das condições de emprego
dos licenciados. Quando acabei o estágio candidatei-me ao ensino e fui
colocado imediatamente a 200m de casa no Filipa como efectivo. Ora isso
passou-se no ano lectivo de 1980. Certamente parece muito tempo para
vocês (30 anos), mas, para mim, é inconcebível que se tenha dado uma
degradação tão grande da profissionalização dos licenciados, a um ponto
tal que se fala agora da "geração canguru" (viver com os pais e familiares).
Não pode ser só a chamada diminuição da população escolar...
(...).
Não é só a questão dramática das pessoas não encontrarem emprego; a
médio prazo, esta situação levará a que todas as áreas nobres do saber
desapareçam (veja-se o caso dos curso de estudos clássicos...).


Carlos João Correia

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Atmosphere

Walk in silence,
Don't walk away, in silence.
See the danger,
Always danger,
Endless talking,
Life rebuilding,
Don't walk away.

Walk in silence,
Don't turn away, in silence.
Your confusion,
My illusion,
Worn like a mask
of self-hate,
Confronts and then dies.
Don't walk away.

People like you find it easy,
Naked to see,
Walking on air.
Hunting by the rivers,
Through the streets,
Every corner
abandoned too soon,
Set down with due care.
Don't walk away in silence,
Don't walk away.

Joy Division, 1988

Os Álamos








































era uma aldeia tão pequena, que as pessoas colocaram as caixas do
correio de todas as casas à beira da estrada, na entrada da aldeia.

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Odeceixe '09

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